dois perdidos numa noite suja

Sexta-feira, Junho 12, 2009

Dia dos Namorados



Você achou que tinha acabado, mas vaso ruim não quebra. Para celebrar o Dia dos Namorados, foxtrotbravo, o Dr. Amor, retorna triunfante com a grande seleção musical da década. Enquanto os diálogos com a Bingo Girl, as Crônicas da depressão pós-coito e as brizolices de bravomikefoxtrot não retornam em tempo integral, aconchegue-se com a (o) namorada (o) no sofá, faça um cafuné na (o) fuckbuddy ou simplesmente curta sozinho (a), o top 10 das grandes canções de amor do século XXI.

10 – Ben Lee – "Love me like the world is ending" (2007)

Ben Lee sempre foi um romântico. Seu album de estréia, Grandpaw Would, lançado quando ele tinha apenas 17 anos, inclui algumas das melhores interpretações do amor adolescente já registradas. Em 2007, depois de vários albuns lançados, e de passar um tempão comendo a Claire Danes, Ben Lee abandonou seu lado mais tristonho (que também rendeu pérolas como "Cigarettes will kill you") e lançou Ripe, cuja faixa de abertura celebra os relacionamentos em tudo o que eles têm de melhor e pior.

9 – Rock Rocket – "Puro amor em alto mar" (2005)

Com uma música esporrenta que sugere uma ida ao litoral 'de jaqueta de roqueiro, calça jeans e mini-saia', o barulhento trio paulistano merece sua vaga no Top 10. Há quem diga que a canção teria inspirado a modelo Daniella Cicarelli a mandar ver em águas espanholas com o namorado, o que teria resultado no famoso video, agora banido do YouTube.

8 – Weezer – "Photograph" (2001)

Escondida em meio às varias pérolas do pop no album verde que marcou o retorno do Weezer, "Photograph" é recheada de backing vocals cativantes e é perfeita para embalar beijos apaixonados na pista de dança. A letra é um prato cheio para os otimistas de plantão já que estimula o ouvinte a correr atras do que quer (e no fim das contas, 'everybody wants some love') e termina num grande exercício de persistência.

7 – Interpol – "No I in threesome" (2007)

A vida não é um mar de rosas. Ao narrar o desencanto que toma conta de um casal nos últimos estágios de um relacionamento, Paul Banks une culpa, remorso e um quê de luxuria numa mistura que acaba soando muito mais verossímil que as canções verdadeiramente ‘de amor’ da banda como "Slow Hands" ou "C’Mere". Porque as vezes, 'it’s time to give something new a try'.

6 – La Roux – "In for the kill" (2009)

Fortíssimo candidato a single do ano, o segundo compacto do duo ingles La Roux é antes de tudo um campeão das pistas. Batidas eletronicas, tecladinhos e vocais agudos (sim, soa como Eurythmics, só que mais divertido) e uma letra que é ao mesmo tempo reflexiva e amaeaçadora. Se nas primeiras estrofes, a ruivinha Elly Jackson tenta entender os mistérios do coração ('O que é amor sem tesão?' 'O que são sentimentos sem emoções?'), no refrão, ela não perdoa e avisa que vai botar pra foder (e torce pro cara não correr).

5 – The White Stripes – "In the cold, cold night" (2003)

A estréia de Meg White nos vocais não poderia ter sido mais abençoada. Guitarra suave, intervenções minimas de teclado e a delicada, porém ardente, sexualidade da mulher que espera o retorno do amante para aquecê-la. Embora Elephant (o melhor album da década, na minha humilde opinião) tenha outros momentos dignos de estarem nesse top 10 (como "I want to be the boy to warm your mother’s heart"), é nessa faixa, um tanto parecida com o clássico "Fever", que os irmãos White se superam.

4 – Snoop Dogg & Akon – "I wanna fuck you" (2006)

Rappers também amam. À sua maneira, é claro. O encontro do Doggfather com o xaropento Akon acabou se transformando na mais honesta canção de amor da década. Os tradicionais momentos de putaria hip-hop ('sou viciado em xota e a sua é perfeita') se alternam com propostas mais sérias ('você é do tipo com o qual eu quero casar') e no refrão, nao ha meias palavras ('você já viu que eu estou te olhando e já sacou que eu quero te foder'). Pura poesia!

3 – She Wants Revenge – "Tear you apart" (2006)

A princípio parece apenas uma grande chupação do Joy Division, mas uma olhada mais atenta revela que "Tear you apart" é, na verdade, uma grande canção sobre a insegurança do primeiro amor. Dúvidas, o terror da rejeição e o despertar de sentimentos através de um simples toque de mãos. Tudo isso culmina no refrão, no qual Justin Warfield canta sobre o desejo de um rapaz de partir a mocinha dos seus sonhos ao meio ('I wanna fuckin’ tear you apart').

2 – Queens Of The Stone Age – "Make it wit Chu" (2007)

Originalmente gravada no projeto Desert Sessions e lançada em 2003, "Make it wit Chu" (que em sua primeira versão trazia um I Wanna no titulo) nao precisou de muito esforço para se converter na "Je t’aime moi non plus" do século XXI. Nao há gemidos ou francesas gozando na faixa, mas a base com o piano, os mini-solinhos de guitarra e o clima sensual da canção a tornam quase que indispensável para aquele momento em que a patroa quer fazer um striptease, ou mesmo para servir de trilha sonora pré-coito. Danzig não faria melhor.

1 – Yeah Yeah Yeahs – "Maps" (2002)

Porque a genialidade está nas pequenas coisas. E ter como refrão 'eles não te amam como eu' vai no ponto certo do coração apaixonado.


E se nada disso funcionar, bota "Love Hurts" e chora.

Feliz Dia dos Namorados.

Sábado, Fevereiro 28, 2009

Passou

Terça-feira, Dezembro 30, 2008

Já vai tarde



MAIO - O Flamengo é eliminado da Libertadores em pleno Maracanã.

SETEMBRO - Amor não correspondido do outro lado do Atlântico.

NOVEMBRO - A filha vai pra terra da rainha.

DEZEMBRO - O Flamengo perde a vaga na Libertadores do ano que vem.

2008 foi mesmo uma merda. Que venha 2009, com mais noites sem dormir e depressões pós-coito.

This is the happy house,
we're happy here,
in the happy house.



Mas, pra não dizer que foi tudo em vão, teve isso aqui:

O Disco do ano.

O Filme do ano.

O single do ano.

A revelação trash do ano.

E os textos do ano, por Rodrigo Viellas e Luiz Alberto.

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

Barack



É, irmãozinho... ganhou bonito. Agora é só tratar de não fazer merda. Se manda do Iraque, fecha Guantánamo e tá tudo certo.



Já você, trate de voltar a ser melhor que o Eto'o.

Sexta-feira, Outubro 31, 2008

Halloween



Você pensa que faz o que quer
Não faz
E que quer fazer o que faz
Não quer
Tá pensando que Deus vai ajudar
Não vai
E que há males que vêm para o bem
Não vêm
Você acha que ela há de voltar
Não há
E que ao menos alguém vai escapar
Ninguém

(Pato Fu - "Tribunal de Causas Realmente Pequenas")

Sábado, Setembro 27, 2008

Saudade do Rio



ZYJ 458 - Rádio Globo via internet


AMARELINHO

"Muita chuva nos arredores do Maracanã.

Trânsito lento nos arredores do estádio.

Em Copacabana, um homem ainda não identificado foi baleado em frente a uma pizzaria.

Ele levou dois tiros, um na perna e um NO TESTÍCULO, e foi levado para o Hospital Miguel Couto".


ÂNCORA ESPORTIVO

"Que situação, hein? Essa doeu aqui..."

Quinta-feira, Agosto 21, 2008

o lobo disse

"ESTOU DE SACO CHEIO DA ZONA SUL DO RIO"

Morando em São Paulo, Lobão ataca o modo de vida carioca, Gil e a bossa nova

Ricardo Schott

NATAL, RN

Durante a passagem de som para sua apresentação no festival Mada, em Natal, na sexta-feira, Lobão não largou da guitarra e orientou, com gestos, o novo guitarrista Lineu de Paula, sempre pedindo a ele mais intensidade na execução de músicas já naturalmente densas, como Universo paralelo, Tão menina e Sozinha minha. Foi com essa mesma intensidade que o cantor, hoje morando em São Paulo, desancou o Rio de Janeiro em entrevista ao Jornal do Brasil.

Por que você se mudou para São Paulo?

– Cara, eu adoro o carioca da Zona Norte, mas o da Zona Sul já estou de saco cheio. Fui criado em Ipanema, ia ao píer nos anos 70, conheço meu pessoal. Eu não tenho assunto com ninguém do Rio, nem gosto desse modelo do cara bombado, com a orelha parecendo uma couve-flor. No Rio você vê advogados falando igual a idiotas, dizendo "merreca" em vez de falar em dinheiro. Que credibilidade um sujeito desses tem? O carioca da Zona Sul, hoje em dia, é um cara que não paga para ir em show. Não paga nem meia, quer ser vip, entrar naquelas listas. Vai ao show, fica aporrinhando o saco e depois ainda vai ao camarim beber meu uísque.

O João Gilberto, que gravou sua música ‘Me chama’, vai tocar no Rio...

– Na verdade ele assassinou a música, né? Cortou até o "nem sempre se vê lágrimas no escuro", porque não entendeu. Tem que dessacralizar esse cara e essa coisa da bossa nova, que não passa de uma punheta que se toca de pau mole. Não tem ninguém que o João Gilberto tenha chamado mais para ir na casa dele do que eu. E eu nunca fui.

Mas você não gosta de bossa nova?

– Bossa nova é uma língua morta, assim como essas bandas de choro e samba que existem hoje, que ficam tocando naquele lugar sujo que é a Lapa. Tem que parar com essa coisa de ficar lambendo o saco de universotário marxista branquelo, essa coisa loser manos, petista, que virou maioria no Brasil. Porque o Brasil é o país da culpa católica, um país em que se valorizam as pessoas feias.

Na sua opinião, o que precisa mudar no Rio para você voltar?

– A gente precisa de um candidato que tenha coragem de falar que tem que acabar com as favelas. Nisso até Carlos Lacerda tinha razão. O que seria da Lagoa Rodrigo de Freitas se ainda tivéssemos a Praia do Pinto e a Catacumba lá? Tem que deslocar esse pessoal pra algum lugar, proibir até rico de fazer casa em encosta, porque dá uma chuva e cai tudo.

E o Gilberto Gil? O que você achou da saída dele do ministério?

– O Gil, cara... isso vem, para mim, antes de ele ser ministro. Ele é falso, vem com aquele discursinho de "a rebimboca da parafuseta" e não fala coisa com coisa. E ficam as pessoas falando "Nossa, você viu como ele é culto, como fala bem?". O Gil não fala nada, enrola todo mundo. O Caetano é que é legal. A gente já brigou muito mas ele vai lá, fala, se defende.

Você já tentou ver sua carreira, sua obra, em progresso?

– Já, porque muitas vezes fui chamado de maluco por coisas que, depois, viram que eu estava certo. Como quando deixei as gravadoras e afirmei que elas iriam acabar em menos de 10 anos. E olha aí o que está acontecendo. Fora essa luta pela numeração (dos CDs), que encarei praticamente sozinho. Com exceção de Frejat, Beth Carvalho e Ivan Lins, foram todos cagões.
Quem são eles?

– O Gil foi um deles. Tenho a lista toda desses caras em casa. Se um dia fizer minha autobiografia vou colocar. É importante lembrar que nunca briguei com as gravadoras, briguei com esse esquema viciado que está aí. Tanto que fui para a Sony BMG fazer o Acústico MTV.

19 de julho de 2008 : 01h00m